
Gostaria de ser capaz de entender o vento. Sempre tão raivoso, bate na face e corta sem dó. Gostaria de entender seu formato, sentir seu cheiro, ouvi-lo cantar. Sou como o vento, incostante, incansável, sem forma.
Gostaria de entender minha alma. Que com tamanha impulsividade derrama lágrimas ao vento tentando sentir-se mais livre. Livre da frieza que a impregna e cortam os que amam. Livre de si mesma.
Gostaria de repintar as estrelas. Estrelas são gotas que escorrem dos olhos e são levadas pelo vento. Grudam-se em uma imensidão de veludo negro e choram chuva por todos os lados. Lados exatos que não sou capaz de compreender.
Gostaria de hoje a noite ser capaz de sentir o vento, tocar minha alma, olhar para estrelas e compreender o significado de tudo o que me cerca. Quem sou eu? O que sinto? Um vazio imenso é a resposta. Com frieza, fecho os olhos e tento sonhar.
Texto retirado do blog Pseudologia Fantástica
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